Introdução: A evolução das técnicas cirúrgicas tem impulsionado a expansão da cirurgia minimamente invasiva como alternativa à cirurgia aberta em diversas especialidades médicas. Procedimentos realizados por laparoscopia, toracoscopia e cirurgia robótica têm demonstrado potencial para reduzir o trauma cirúrgico e favorecer uma recuperação mais rápida. Entretanto, a escolha da técnica deve considerar fatores clínicos, características do paciente e complexidade do procedimento, tornando relevante a comparação dos desfechos clínicos entre essas abordagens. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre os desfechos clínicos da cirurgia minimamente invasiva em comparação à cirurgia aberta, destacando seus benefícios, limitações e impactos na recuperação dos pacientes. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada mediante buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados artigos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, que compararam desfechos clínicos entre cirurgia minimamente invasiva e cirurgia aberta em diferentes especialidades. Os estudos incluídos foram analisados de forma qualitativa e descritiva. Resultados: Os estudos demonstraram que a cirurgia minimamente invasiva apresenta menor perda sanguínea intraoperatória, redução da dor pós-operatória, menor incidência de complicações infecciosas, recuperação funcional mais rápida e redução do tempo de internação hospitalar quando comparada à cirurgia aberta. Também foram observados melhores resultados estéticos e retorno precoce às atividades habituais. Em contrapartida, a cirurgia aberta permanece indicada em situações de maior complexidade anatômica, instabilidade clínica ou limitações técnicas, além de apresentar menor custo inicial e maior disponibilidade em diversos serviços de saúde. A escolha da abordagem cirúrgica mostrou-se diretamente relacionada à experiência da equipe, às condições clínicas do paciente e aos recursos tecnológicos disponíveis. Conclusão: A cirurgia minimamente invasiva apresenta vantagens significativas em diversos desfechos clínicos, contribuindo para maior segurança, recuperação acelerada e melhor qualidade assistencial.
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